No Amapá, sobe para 18 o número de mortos no naufrágio do navio Anna Karoline 3
Subiu para 18 o número de corpos encontrados após o naufrágio do navio Anna Karoline 3, no Sul do Amapá, de acordo com o último boletim divulgado pelo governo do estado na noite desta segunda-feira (2). Também foi confirmado que 22 pessoas estão desaparecidas e outras 46 pessoas foram resgatadas. Ao todo, oito corpos foram trazidos à Macapá para processo de identificação e necropsia na Polícia Técnico-Cientifica (Politec). Não há um número oficial de passageiros, pois a embarcação não tem uma lista de que oriente as buscas. A estimativa é de que no momento do acidente havia entre 60 e 70 pessoas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Amapá, faltam recursos financeiros para remoção do navio, que se encontra há mais de 12 metros de profundidade no Rio Amazonas. A equipe de mergulhadores é composta por 18 mergulhadores de resgate (9 são do Amapá e 9 do Pará).
Dos 18 corpos encontrado, 8 foram identificados. Os governos do Amapá e do Pará definiram que todos os corpos encontrados no local do naufrágio passarão pelo processo de identificação e necropsia na Polícia Técnico-Cientifica (Politec) em Macapá.
Naufrágio
O Anna Karoline 3 saiu por volta das 18h de sexta-feira (28) de Santana (AP) em direção a Santarém (PA). A viagem foi interrompida na madrugada de sábado, próximo à Ilha de Aruãs e à Reserva Extrativista Rio Cajari, no Rio Amazonas. A região fica a 130 km de Macapá, em um local de difícil acesso e comunicação – o chamado de socorro foi feito às 5h, e o helicóptero de resgate do governo do estado só chegou ao local por volta das 14h de sábado.
Sobreviventes descreveram que chovia e ventava forte na hora do naufrágio. A Capitania dos Portos ainda vai investigar o que provocou o acidente. A Polícia Civil também instaurou um inquérito para apuração do caso. A empresa dona do navio, Erlonave, informou que a embarcação estava alugada para um terceiro, que não sabe as causas do acidente, e que se solidariza com os sobreviventes e os familiares das vítimas.
Fonte: G1 Amapá.